sexta-feira, 6 de julho de 2012

Falso perfil põe garota como prostituta

Estudante de 16 anos teve fotos copiadas e colocadas em um perfil na rede social, no qual ela é apresentada como garota de programa; juiz manda tirar

Reprodução 
O cópia do perfil falso em que a estudante de Várzea Grande é apresentada como garota de programa
ALECY ALVES
Da Reportagem

Uma estudante de 16 anos, moradora de Várzea Grande, teve suas fotografias copiadas na página que criou no Orkut e agora está sendo divulgada como garota de programa em um perfil falso supostamente montado por colegas.

A adolescente descobriu que era anunciada como prostituta a partir do telefonema da prima que havia recebido o convite para integrar a rede de amigos desse perfil. Logo depois do alerta da prima e da confirmação da existência do perfil falso, E.S.S. começou a receber telefonemas com propostas de encontros sexuais.

Isso mesmo, o criminoso virtual escreveu um anúncio de prostituição no qual sugere aos garotos que observem a beleza dela, destacando a disposição de proporcionar “momentos de intenso prazer” àqueles que contratassem os “serviços”.

Assustada, a jovem comunicou o fato aos pais, que decidiram registrar uma ocorrência policial. Orientada pela polícia, a família procurou a defensora Tânia Regina de Matos, que estava de plantão na Defensoria em Várzea Grande.

No mesmo dia, em 23 de junho, Tânia protocolou o pedido de bloqueio da página, acatado de imediato pelo juiz plantonista Abel Balbino Guimarães. Entretanto, até o início da noite de ontem o perfil falso permanecia ativo na rede de relacionamento.

Como na publicidade estão impressos os números dos telefones celular e residencial da adolescente, a família teve de pedir o bloqueio das duas linhas para cessar os constrangimentos.

Em sua decisão, o juiz Abel Balbino determina à empresa Google, proprietária do Orkut, que o perfil que faz referência à prostituição será excluído num prazo de 72 horas. Esse tempo, explica a defensora Tânia Matos, seria necessário para que a polícia investigasse o caso na tentativa de identificar o computador que deu origem ao perfil e a autoria do crime.

Conforme a defensora, o caso agora está sendo apurado pela Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Dedica), sediada em Cuiabá. A mãe da adolescente, A.C.S., disse que não entende essa demora e gostaria de obter uma explicação. “Minha filha é uma menina que estuda, trabalha e tem planos de fazer faculdade e isso está prejudicando a vida dela”, desabafou. 





FONTE: DC